Combo de poesias - sobre chuvas
- cultura
- 16 de fev. de 2018
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SONETO DE INVERNO
Outra vez chegou o inverno.
O dia está feio, sujo e triste...
Minha vida vazia, parada, insiste
Em morar n’um controverso.
Tudo em mim está incerto.
De bater, meu coração desiste.
Apesar da chuva que persiste,
Meu mundo ainda é um deserto.
Ainda sou um poeta sozinho...
Que de inverno a inverno chora.
Sentindo a falta da companhia tua,
Que se fora, se fora embora.
Ah, ainda sou um menino...
Que tem medo, medo de chuva.
(Obs.: Neste mês de fevereiro, nos estados do Norte do Brasil, origem do poeta, é um dos meses de inverno chuvoso).
SONETO DA CHUVA
Céu negro, tétrico, sem lua.
Noite sombria, embaçada, chuvosa.
Vida lânguida, mórbida, escabrosa.
Devido à falta da companhia tua.
Olho da janela a solitária rua.
Lembro de tua face lívida, formosa.
Tua candidez fulgente, radiosa.
Que dissipa e dispersa a treva crua.
Vem! Porque desejo ter-te aqui presente.
Não me importa se a lua foi embora,
Pois sei que és minha estrela cadente,
Eu sei que és o raiar de nova aurora.
Amemo-nos de forma bem ardente,
Porque a noite é fria e a chuva cai lá fora.
CHUVA FINA
De repente uma chuva fina
Nessa tarde frouxa
Que se arrasta
Preguiçosamente.
Fim de tarde
Sem pressa,
a chuva cai levemente.
Vem devagarinho,
Molhando o chão,
Trazendo aquele aperto
No coração,
Tão de repente!
Seu cheiro vem deslizando entre as janelas,
Entrou, pousou
Na minha tela
Inspirando este poema
molhado.
Que pena...
Chuva fraca e fina
Tenha terminado a rima,
Tenha terminado.
Wellington Lima | Teólogo, poeta, pastor e autor da fanpage "Teologia, poesia e prosa": https://www.facebook.com/Teologiapoesiaeprosa
