Buscador de amizades
- comportamento
- 8 de jan. de 2017
- 2 min de leitura
Não tem jeito. Ao que parece, 99% das minhas amizades, são aquelas das quais, o contato que tenho, vale-se de minha iniciativa, a manutenção de minha perseverança, o que gera o semear para o futuro. Claro, que algumas delas só se tornam florescidas, diante do acolhimento da parte buscada.
Mas, para mim, esse buscar amigos é uma espécie de "vocação" de vida. Apesar dos meus 28 anos, tenho a percepção que sou uma espécie de "buscador" de relacionamentos. E acredite, apesar de meu texto parecer jactancioso, não tenho hoje um pingo de orgulho disso. Admito que já tive, mas, diante dos desafios que é estar nessa posição de buscador, não encontro mais espaço pra isso.
Entretanto, nem tudo é sofrimento, como se fosse maldição. No meio de tudo isso, tenho encontrado a alegria, de semelhante a Deus, poder imitá-lo. Afinal, Deus nos amou e mandou Jesus (Jo 3.16) e tudo isso, porque nos amou primeiro (1 Jo 4.19). Ele veio atrás da gente. A base maior para nós buscarmos as pessoas e quando nos cansamos de fazer isso, deve ser a lembrança constante de que Deus nos busca para Sua vida.
Também aprendi, que quando buscamos as pessoas mais do que elas nos buscam, temos a chance de fazer tudo de graça, sem querer algo em troca, afinal, podemos exercer nosso apreço por alguém sem o compromisso da devolução automática ou superficial.
Por último, quando somos buscadores de amizades, aprendemos que não necessariamente se demonstra amizade da mesma forma. As pessoas são variadas em sua maneira de expressão e tem seu próprio jeito de ser, que as vezes acontece de maneira discretíssima, o que não é um defeito. Por Andrei Sampaio Soares.
