"Despostar": não postar tudo que se faz!
- comportamento
- 3 de jan. de 2017
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Apesar de ser um internauta "on-line" (desculpe, minha irredundância), tenho refletido nos últimos dias, como a vida "off-line" aos poucos exerce uma atratividade mais forte novamente em mim. Tenho aprendido, como usuário de uma década da rede, que me está sendo uma grande vontade "despostar". Esse termo talvez não exista, mas significa "a decisão de não postar massivamente o que se faz nas mídias sociais". Penso em quanta "vida" se lança na linha do tempo do Facebook, sem na realidade vivenciarmos tais conceitos e histórias. Penso em quantas fotos se postam no Instagram, sem ao menos vivermos simplesmente o momento, tirando qualquer expectativa de se mostrar na net pra todo mundo. Dia desses, estava falando com um caríssimo amigo, em como temos desfrutado de nossa amizade sem "postar trombeta". Não se trata de arrogância, apenas que não estamos mais na égide do: "Me encontro, logo posto". Mas, só estamos aprendendo a fazer estas "postagens" mais na vida real que nas redes virtuais. Tempos atrás, alguém me disse estar desapontado, que gente de longe lhe deu parabéns e gente de perto não postou nada. Na hora pensei: "Ainda bem! Porque, se gente de perto posta e podendo, não fala pessoalmente, me sentiria bem mais triste". Guardado as limitações de cada um, tive a experiência em um aniversário de não ser parabenizado pelo dia do aniversário. A pessoa se esqueceu, mesmo falando comigo no dia, e só notou vendo os recados no Facebook. Confesso que esperava ao menos a postagem, e quando ele me enviou no Whats, pedido de desculpas, acatei e resolvi responder pessoalmente. Disse-lhe que diante de tantas manifestações virtuais, trocaria todas elas pelos almoços de trabalho que temos feito ao decorrer do ano. Embora a manifestação das pessoas tenha sido importante, a presença física deve ser a melhor postagem esperada. Sempre que penso em "despostar" penso em João e sua terceira carta, quando disse: "queria escrever muito pra vocês, mas prefiro fazer de viva-voz." (3.14)
Por Andrei Sampaio Soares

Andrei | alemblog.com.br