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Flores em vida e o acidente com a Chape

  • Foto do escritor: andreicssoares
    andreicssoares
  • 5 de dez. de 2016
  • 1 min de leitura

Esta semana, eu me arrisco a dizer, não houve uma pessoa que não se emocionou com as homenagens feitas às vítimas do Chapecoense. Desde a cerimônia na Colômbia até o momento em que foram enterrados, cada homenagem despertou uma sensação diferente em nós.


Mas não consigo parar de pensar em quantas coisas foram interrompidas nesse acidente. Não só sonhos e projetos a longo prazo, mas daquelas pequenas coisas que sempre deixamos pra depois. O passeio que ficou pra depois, a brincadeira com o filho que ficou pra depois, o almoço em família que ficou pra outro dia, o pedido de desculpas que ficou pra depois...


Aqui em casa nós não esperamos uma data especial para presentear, para sairmos juntos ou almoçar em família. Para nós, qualquer dia é dia.


Eu jamais vou diminuir o valor das homenagens póstumas, mas as melhores delas são feitas em vida e geram lembranças lindas. Pois como diria a música do Baruk, as flores precisam ser oferecidas em vida, enquanto é dia.


Ouça a música:

Flores em Vida – Paulo César Baruk

Sei, já não são meus, vento levou Tempos que não mais voltam e então O que eu fiz por mim e por quem amei Só desilusão reconheci Não construí o que planejei Pouco abracei e não ofereci perdão

Já não alcanço o passado Meus limites percebi O hoje é tudo o que tenho, isso entendi Preciso trazer à memória histórias que desprezei Não posso me esquecer, tenho que oferecer Flores em vida Enquanto é dia

De luto, A Garota do Sapato Rosa.


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