O legado das Olimpíadas Rio 2016
- Notícias
- 5 de abr. de 2016
- 2 min de leitura

Embora gostar muito de esportes, sempre via eventos como este e outros tantos como a Copa do Mundo, Pan-americano; como firulas de entretenimentos que mais serviam como pão e circo do que para qualquer outra coisa útil a um povo. Seria ainda um dos tantos episódios do “correr atrás do vento” que pronunciou o Salomão da Bíblia. Entretanto andei tentando pensar de modo diferente estes dias de olimpíadas aqui no Brasil.
Meu ponto de vista crítico a respeito das políticas governamentais ainda não mudou, acredito ainda na existência de uma política de manobra que usa eventos como esses para afastar o foco dos reais problemas econômicos e sociais de nosso país. Mas existe o outro lado da moeda, um lado menos pretensioso, mais real, mais representativo, que pode sim fazer alguma diferença.
Essa referência está ligada aos montes de brasileiros que representa aqueles poucos atletas medalhistas de ouro, prata, bronze ou não. Alguns destes jovens atletas não tiveram quase nenhum apoio, mas ainda assim sonharam em representar seu país através do esporte que amam.
Alguns deles como a primeira medalhista, a judoca Rafaela Silva, representa a realidade de um país subdesenvolvido, país este que sofre na pele os sinais da grande e quase eterna desigualdade social! Não há como assistir esses atletas guerreiros, sem perceber em seus rostos esta face da realidade brasileira.
Esse é o maior legado que estes jogos poderá deixar por aqui: de um lado, nem um evento tão bonito com performances incríveis é capaz de maquiar tanta miséria, violência, decadência política e social; Do outro entretanto, a representatividade desses guerreiros atletas, que figuram a luta dos brasileiros sofridos e invisíveis.
Sim, um povo que em sua maioria aprendeu a não “fugir da luta”, desde quando levanta as cinco da manhã para prover o pão sobre a mesa, até quando vai dormir passando da meia noite por causa da labuta acadêmica! Esse ainda é o lado mais otimista e bonito de nosso país. Hoje quero ficar com este.
Que o sorriso dos “olímpicos” brasileiros possam traduzir e representar também, a beleza que possuímos por aqui; o verde fantástico de nossas florestas ao Norte, seus rios em curso perfeito e majestoso que vem e vão do Centro Oeste ao seio Norte, procurando seu final em altos mares. O preferido azul dos litorais nordestinos ou ainda a fabulosa fragrância dos ares das serras do Sul de nosso país!
Por, Marciel Diniz.